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5 motivos para sua empresa contratar uma consultoria

5 motivos para sua empresa contratar uma consultoria

Em relação ao ano de 2017, 2018 houve uma queda de 19% nas empresas que solicitaram falência, mesmo com essa redução, grande parte das pequenas empresas ainda fecham as portas cerca de 5 anos após sua criação. E esse dado é muito preocupante. Isso porque a maturação de uma empresa dificilmente acontece antes dos 5 anos e qualquer erro antes desse período pode ser fatal para um negócio. Primeiro porque a empresa não é conhecida, de forma que ainda não tem credibilidade no mercado, segundo porque a falta de construção de bases sólidas pode afetar a chegada ao ponto de equilíbrio, comprometendo o sucesso da sua empresa.

Entre os principais erros cometidos por empreendedores estão a falta de planejamento e a falta de busca por conhecimento e ajuda em situações e assuntos que não dominam completamente. Com o avanço rápido do mercado e criação de novas tendências e necessidades a concorrência é enorme e os desafios para o empreendedor são triplicados. Buscar uma consultoria focada pode ajudar a sua empresa a chegar mais longe e a você, que empreende, a enxergar soluções para dores e problemas operacionais e estratégias de vendas para levar a sua empresa a um ponto de equilíbrio e/ou crescimento.

Se você está lendo esse artigo, significa que de fato procura métodos e meios para elevar o seu empreendimento e por isso, separamos 5 motivos para que você considere a consultoria para lhe ajudar nessa expansão.

1: Evite prejuízos e gastos desnecessários

Um dos princípios para se ter um negócio rentável é fazer mais com menos dinheiro, economizar e nunca desperdiçar. Acontece que com a inexperiência em alguns aspectos, muitas vezes tomamos medidas que não são as melhores para o nosso negócio, o que irrefutavelmente pode gerar gastos desnecessários e em alguns casos, prejuízos irreparáveis.

A mentoria poderá te ajudar a elaborar as melhores estratégias, diminuindo consideravelmente a possibilidade de erros nos processos.

2: Melhore seus processos

Sempre falamos muito sobre a importância do planejamento. Ele ajuda a criar processos eficazes para sua gestão. Mas algumas vezes os objetivos e melhores maneiras de seguir com o negócio podem se tornar obscuros e a presença de um profissional qualificado, pode ajudar e muito a melhorar os processos da sua empresa e consequentemente a produtividade, assertividade e as vendas.

3: Obtenha ganhos permanentes

Estar preparado é a chave para o sucesso e contratar uma consultoria vai trazer para você e sua equipe muito conhecimento sobre mercado, estratégia, gestão e vai ampliar a sua visão para compreender de forma sistêmica como identificar os problemas e metas da sua empresa e as melhores maneiras de sanar ou alcançar objetivos. Os empreendedores que estão munidos de informação e conhecimentos sobre seu negócio, são os que têm melhores retornos e conseguem ir mais longe.

4: Toque de inovação para sua empresa

Durante a sua mentoria, o consultor vai cuidar do caso da sua empresa de forma completa, ou seja, ele vai trazer possibilidades e as melhores ferramentas para ajudar a alavancar o seu negócio. Como sempre dizemos por aqui, quem não sai do quadrado não alcança o sucesso e a inovação é o motor das conquistas.

5: Direcione sua empresa rumo ao sucesso

Existe aquele ditado de que “quem vai sozinho vai mais rápido, mas quem vai acompanhado vai mais longe”. A consultoria vai dar o direcionamento que a sua empresa está precisando, isso porque faz parte do processo da mentoria um diagnóstico real e completo da situação atual da sua empresa e a explanação de melhores estratégias e otimização de processos, além disso, o consultor vai trazer um olhar analítico sobre o seu negócio o que pode ajudar a você que empreende a ter uma visão ampla e clara, sobre objetivos, métricas, gestão, produtividade, método e estratégias.

Sobre a consultoria da Kawis

Nossa consultoria é baseada no apoio e desenvolvimento da área comercial. Nos especializamos na ferramenta de assessment QEMP que oferece uma análise detalhada sobre o perfil comportamental e seu conhecimento sobre o mercado de atuação. Essa é a única ferramenta do mercado direcionada para o desenvolvimento empreendedor.

A partir desta análise, elaboramos plano de desenvolvimento e ações alinhadas aos objetivos individuais ou coletivos dos profissionais envolvidos nos processo de melhorias da empresa. Nossa metodologia é focada em processos colaborativos , para desenvolvê-los utilizamos Design Think e processos de autoconhecimento.

Procurando resultados? Vamos ajudá-lo com isso.

Fale agora conosco: contato@kawis.com.br 11 98396-5904

Conheça a Kawis Consultoria

Amanda Lima, Kawis Consultoria

Amanda Lima, Kawis Consultoria

Entrevista publicada e escrita por Camila Silva do Voa Maria

Em outubro de 2016, Amanda Lima deu uma entrevista corajosa ao Voa, Maria. Afinal, admitir o fracasso em tempos de hedonismo e ostentação dominante nas redes sociais não é tarefa nada fácil. Ainda assim, ela contou como o investimento em uma loja colaborativa se transformou em uma dívida de cinco dígitos e também as dificuldades que enfrentou no segmento de self storage, majoritariamente masculino [leia a íntegra da matéria aqui].

Otimista, Amanda prova que são as experiências arbitrárias que nos fazem crescer. Ela, por exemplo, está consolidando sua consultoria comercial e desde outubro recebeu alguns prêmios, como a participação no Mulheres Seguras, da Liberty Seguros, e uma homenagem da Associação Comercial de Santo Amaro. Quer conhecer os bastidores de toda esta evolução? Confira a entrevista.

Voa, Maria: Como surgiu a ideia de criar a Kawis?

Amanda Lima: A ideia de criar uma consultoria surgiu da demanda gerada por indicações do meu trabalho como gestora comercial no setor de self storage e pela constante procura dos meus amigos, ex-colegas de trabalho e minha rede de contatos por auxílio, em alguns momentos informações sobre mídias sociais, em outros momentos vendas e outros assuntos relacionados à minha experiência em empresas privadas.

Voa, Maria: Na nossa última entrevista, você contou suas empreitadas sem sucesso [“Não fiz um planejamento adequado, estudo necessário para abrir o negócio e o custo financeiro para sustentar o negócio até que ele pudesse se pagar. Mas o maior problema que tive era não saber o que queria realmente fazer”]. Como estas experiências contribuíram na criação da sua consultoria?

Amanda Lima: Estas experiências me fizeram enxergar a necessidade de planejamento e de autoconhecimento. Em paralelo, busquei ajuda profissional para me desenvolver e entender exatamente o que quero fazer. Fiz um planejamento e busquei uma forma de financiar a retomada do meu negócio. Não é fácil, mas retornei ao mundo corporativo no final do ano passado para me reerguer financeiramente e focar na Kawis. Deixei este emprego dia 29 de março.

Voa, Maria: Quais são os diferenciais da Kawis?

Amanda Lima: O principal objetivo da Kawis é ser acessível. Utilizo técnicas que aprendi em cursos e especializações realizadas no último ano, mas adaptada a pequenos negócios, em que o empreendedor é responsável por tudo, da limpeza às negociações.

Voa, Maria: Quais resultados está colhendo? Quantos clientes têm?

Amanda Lima: A retomada da Kawis é recente, pois me dediquei de corpo e alma ao meu projeto social por um ano inteiro. Fiz uma pausa para me dedicar a Kawis. Futuramente vou retomar o Protagonismo [em 123]. Administrei a Kawis paralelamente ao Protagonismo, pois não sabia ao certo o que pretendia oferecer. Oficialmente a retomada da Kawis se deu no segundo semestre de 2017, meu primeiro cliente oficial da consultoria é de Fortaleza e foi fechado em janeiro, mas ainda é incipiente, não paga as contas e tem sido utilizado para reinvestimento.

Voa, Maria: Faça uma comparação do resultado atual da sua empresa em relação aos demais negócios que teve.

Amanda Lima: Em relação aos outros negócios que já fiz, a Kawis está equilibrada, está no azul, não tem dívidas e tem crescido de forma consistente. Tenho um cliente fixo e mais dois em negociação.

Voa, Maria: Hoje como está a sua atuação na Protagonismo em 123? Ter um negócio social ainda está nos seus planos?

Amanda Lima: O Protagonismo em 123 esta pausado no momento. A ideia é trazê-lo como um projeto dentro da Kawis a partir de 2019.

Voa, Maria: Como divulga o seu negócio e capta clientes?

Amanda Lima: A Kawis é divulgada através das redes sociais, site e investimento em Face Ads e Links Patrocinados do Google, além da minha rede de networking. A maior parte dos meus clientes até agora vieram de indicações.

Voa, Maria: Qual a importância dos grupos de Facebook na divulgação?

Amanda Lima: No momento até faço divulgação nos grupos e tenho sido indicada por amigos que conhecem meu trabalho. No entanto, o trabalho no grupo tem sido mais para refinar os processos e serviços que ofereço na consultoria. Tenho utilizado a rede como base para pesquisa e desenvolvimento.

Voa, Maria: Aliás, quais serviços a sua consultoria oferece?

Amanda Lima: Desenvolvimento empreendedor e marketing digital, é possível que pela demanda seja oferecido sites também, no entanto será terceirizado, pois o foco é o desenvolvimento do empreendedor. Meu trabalho se resume a analisar os gaps não só do negócio, mas do empreendedor também e auxiliá-lo a se desenvolver. Por isso me certifiquei e utilizo uma ferramenta de desenvolvimento empreendedor.

Voa, Maria: Fale sobre os prêmios, reconhecimentos e convites que ganhou e o porquê de cada um.

Amanda Lima: Participei de um projeto desenvolvido pelo Plano Feminino e a Liberty Seguros, chamado Mulheres Seguras. Na primeira etapa do concurso recebi uma mentoria da Viviane Duarte e depois fui indicada como uma das 20 empreendedoras mais promissoras entre mais de 1000 candidatas. Em fevereiro de 2017 fui selecionada pela RAPS para participar do programa de desenvolvimento Empreendedor Cívico. Por causa do Protagonismo em 123, fui selecionada entre mais de 250 candidatos. Em julho do ano passado fui procurada pela Vivian, da Atena Haus (uma plataforma de cursos para mulheres empreendedoras) e desenvolvi um curso de vendas para iniciantes que foi disponibilizado pela Atena em agosto de 2017. Há um mês me inscrevi para o processo seletivo de mentoria promovido pela Aliança Empreendedora e o Assai Atacadista, fui selecionada e estou mentorando um casal empreendedor na zona norte de São Paulo desde 19 de março.

Voa, Maria: Além de empreender, de quais grupos você participa?

Amanda Lima: Participo da RAPS oficialmente como Empreendedora Cívica e no grupo formado por líderes mulheres da RAPS, participo do Núcleo da Fundação Estudar e do Grupo Mulheres do Brasil. Neste último não tenho participado ativamente por falta de tempo, mas pretendo retomar em abril.

Voa, Maria: E como concilia seu tempo para fazer tantas coisas?

Amanda Lima: No Protagonismo em 123 tenho me dedicado entre 1 a 2 horas por semana no máximo, mas indiquei no meu perfil no Linkedin que ele foi encerrado em dezembro, pois foi pausado mesmo para repensar a forma de atuação. Nos grupos tenho participado menos assiduamente desde que comecei a trabalhar cumprindo horário. No entanto, procuro me dedicar pelo menos uma hora por dia aos grupos dos quais participo. A verdade é muita dedicação e poucas horas de sono, trabalho aos sábados e domingos também. Não tem sido nada fácil, mas é muito gratificante, pois estou começando a colher os resultados da minha dedicação.

Voa, Maria: Quais dicas você dá para as mulheres que sonham em empreender ou estão repensando seus negócios?

Amanda Lima: Em primeiro lugar conhecer seus limites, saber exatamente o que está disposta a fazer para que seu negócio ande. Não existe receita de bolo para empreender. O que dá certo para uns não dá para outros. Autoconhecimento é fundamental, pois não adianta atirar para todos os lados. Se você tem dúvidas, tem que parar para refletir mesmo, repensar o impacto que deseja, talvez até retornar para o mercado e trabalhar mais um pouco. Não tenha pressa. Se o seu foco é somente o dinheiro, o retorno financeiro, repense, pois o dinheiro é consequência. Sempre escutei isso e achava que era balela, falácia, mas não é. Tenho observado que os melhores e maiores empreendedores têm um propósito, seja revolucionar o mercado que atuam ou mesmo causar impacto positivo a partir dos seus produtos e serviços.

Voa, Maria: Qual é o seu sonho?

Amanda Lima: Pode parecer grandioso demais, mas pretendo mudar o Brasil através do meu trabalho. Acredito que o empreendedorismo seja um dos principais caminhos para o crescimento do Brasil. O empreendedorismo é um dos caminhos para inclusão. Meu maior sonho é que a Kawis seja uma das maiores empresas do país focada na inclusão e empoderamento econômico por meio do empreendedorismo.

Voa, Maria: Para você, empreender é…

Amanda Lima: Realização profissional,ver suas ideias se propagando. Ajudar pessoas a se desenvolver não tem preço. O desenvolvimento do projeto Protagonismo em 123 com o objetivo de empoderar os menos vistos fez com que eu me empoderasse e tivesse consciência da minha capacidade empreendedora e de que tenho conhecimento e capacidade de auxiliar outras pessoas a desenvolver seus negócios. Não enxergava que a falta de sucesso na primeira etapa da Kawis era vergonha de falar sobre minha empresa, sobre o que eu fazia. Depois que me conscientizei do meu valor, tudo mudou para melhor, é claro.

Saiba mais sobre a Amanda Lima e suas empresas:

Facebook da Kawis: https://www.facebook.com/kawis.com.br/

Linkedin da Kawis: https://www.linkedin.com/company/16223882/

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UM SONHO DE DEBUTANTE

Quantos sonhos você já teve na vida? Independente da idade, nutrimos muitos sonhos, vontades e metas, mas quantos deles deixamos passar por pensar que são impossíveis ou apenas sonhos de criança?

Um dos sonhos de Adriana Costa, 32, empreendedora e fundadora da Agama, nasceu aos 15 anos, quando ela decidiu que preferia ganhar uma máquina de costura dos pais a uma festa de debutante. O sonho ficou esquecido durante um tempo, foi preciso um estalo para Adriana perceber que o caminho que ela deveria seguir era, de fato, o caminho do seu sonho de debutante.
“Quando a gente dá 100% da nossa energia para o que queremos realizar, acontece”– Adriana Costa

O estalo aconteceu quando, mesmo depois de fazer testes vocacionais indicando que ela tinha talentos voltados para o mundo das artes e moda, ela resolveu fazer hotelaria. Adriana conta que o curso foi sugestão da sua mãe, pois na época era algo que estava em ascensão. No terceiro ano ela já estava totalmente desestimulada, mas resolveu finalizar, afinal, toda experiência é válida e restava apenas um ano de curso. Depois de estágios, intercâmbio na Europa e de começar uma carreira em hotelaria, a nossa player dos sonhos percebeu que não era aquilo que ela queria. Estava em um trabalho onde seus esforços não eram valorizados, seu valor como pessoa e profissional não eram reconhecidos e respeitados, o que a fez ficar deprimida com a situação.

Foi assim que começou a nascer a Agama, uma marca que já tem 4 anos e veio para resgatar os sonhos de Adriana. A Agama é uma marca sustentável de bolsas e acessórios artesanais. Sua fundadora utiliza de tecidos que seriam descartados para criar peças únicas e cheias de estilo. Segundo ela, a ideia surgiu ao ver uma mulher descartando tecidos e ela pensou na quantidade de materiais que podem ser reciclados, mas e o tecido descartado? O que fazer com ele para diminuir o impacto na natureza?

ATENÇÃO: Você pode comprar as peças da Agama através do site www.agamabolsas.com.br

FORÇA QUE VEM DE DENTRO
“As mulheres precisam entender que somos amigas e que precisamos seguir juntas (…) Precisamos nos entender e dar força umas às outras, é algo que parte de dentro pra fora. Precisamos nos unir e reivindicar nosso momento de fala e a nossa representatividade”-Adriana Costa, empreendedora

A protagonista desse artigo nos deixou uma reflexão extremamente importante: a nossa força vem de dentro. É importante olharmos para nós e nos entendermos como mulheres e mais ainda, mulheres empreendedoras. “Minha mãe já empreendia, mesmo sem saber que era ser empreendedora e muitas mulheres fazem isso. Seja para complementar a renda de casa, conhecer mais pessoas, tratar a depressão, alguma ferida…”.

#EuTenhoUmSonho

Adriana Costa, fundadora da Agama

Perguntamos para Adriana qual o sonho dela, a resposta claro, veio com muita sabedoria e bagagem: “Eu tenho vários sonhos e falando em relação a nós todas, mulheres, o maior deles é que todo mundo entenda o que é o feminismo e a importância dele, que não é mimimi. É a luta pela igualdade de direitos! As pessoas entendendo e respeitando, automaticamente as coisas vão acontecendo”.

Sobre a sua própria vivência, Adriana conta que um dos seus sonhos atuais é que sua filha (a Agama) possa crescer e caminhar independente dela. E dessa forma também poder ajudar as amigas e outras mulheres que passarem por sua vida, fazendo as coisas acontecerem juntas.

Para finalizar, pedimos para Adriana deixar uma dica para você e todas as outras pessoas que estão lendo esse artigo:
“Se eu tenho uma dica para dar, é o respeito. Ele é quem manda. É o respeito de você para você mesma, respeitar o seu momento, as pessoas que trabalham com você direta ou indiretamente. Se colocar no lugar do outro e ter empatia. Veja, são coisas muitos simples, mas que foram engolidas com a velocidade com que fazemos as coisas.” -Adriana Costa.

Esse artigo foi escrito graças a colaboração dessa mulher forte que não desiste dos sonhos, que está sempre disposta a ajudar outras mulheres. Esperamos que de alguma forma em algum momento ele te ajude e te inspire a resgatar sua força interior, pois ela pode transformar o mundo, a começar pelo seu.

Quer contar a sua história pra gente? Mande-nos uma mensagem através do nosso Facebook clicando aqui.

Escrito por: Vanessa Fontes

DONA KRIOULA: A CRIADORA DE OPORTUNIDADES

O negócio de Michelle Fernandes, fundadora da Boutique de Krioula, nasceu como uma oportunidade em meio às dificuldades. A Dona Krioula, como é conhecida a nossa protagonista da história de hoje, tinha acabado de se desligar do seu antigo emprego em um escritório de arquitetura e resolveu empreender:
“Como eu usava turbantes com frequência e as pessoas ao meu redor sempre me perguntavam daquele acessório, eu vi ali uma oportunidade de negócio, no começo pensei em trabalhar com a BK apenas enquanto estivesse desempregada, mas em 3 meses crescemos ao ponto de meu esposo ter que largar o emprego pra vir trabalhar em tempo integral dentro da empresa.”-Michelle Fernandes

A Boutique de Krioulas tem 6 anos de vida e começou com um investimento de apenas R$150 e muita ralação. A nossa criadora de oportunidades conta que no começo para divulgar a empresa ela ia, junto com o seu esposo e sócio, com os turbantes para eventos, abordando pessoa por pessoa que tinha a ver com o perfil da marca. No começo do negócio e com passagem só de ida, Michelle embarcou pela primeira vez sozinha para divulgar a BK. O destino? 3 eventos em um único fim de semana no Rio de Janeiro. Esse era só o começo do sucesso.

No ano passado, Michelle foi contemplada pelo prêmio Mulheres Seguras, da Liberty Seguros e pelo Empreende Aí, (com a sua empresa Boutique de Krioula) como uma das empresas mais promissoras para 2018.

MÃE, MULHER NEGRA E EMPREENDEDORA:

UM PAPO COM A DONA KRIOULA

Kawis: Na sua opinião, qual o maior desafio das mulheres no mundo dos negócios hoje em dia?

MF: Nosso maior desafio é ter as mesmas oportunidades que os homens, acesso a crédito e que as pessoas dêem credibilidade aos nossos negócios. Nós mulheres empreendemos a gerações, quem não tem na família uma avó que fazia docinho pra fora ou uma tia que sustentava a família inteira fazendo algum trabalho informal, com o tempo estamos nos empoderando, acreditando em nosso potencial e esse cenário empreendedor está mudando.

Kawis: Você já se sentiu em desvantagem por ser uma mulher?

MF: Sim, por ser mulher, por ser negra, por empreender com produtos segmentados. Um caso que me marcou bastante, em uma feira do setor, um rapaz queria que eu tirasse foto em um determinado stand para poder provar ao meu chefe que eu estava em uma feira de empreendedorismo. Lamentável! Apresentei meu cartão e disse que era minha própria chefe, ele pediu desculpas e disse que não imaginava, pq? Por eu ser mulher, Por ser negra? Fica no ar a pergunta.

Kawis: Na sua opinião, porque as mulheres empreendem?

MF: Como no meu caso, as mulheres empreendem por necessidade, para poder ficar mais com os filhos e provar a si mesma que pode além daquilo que está designado pra ela.

Kawis: E o que falta para dominarmos cada vez mais espaços?

MF: O que falta pra gente em primeiro lugar, eu acredito que é conhecimento. Tive muita dificuldade no começo com questões básicas, como fluxo de caixa, marketing digital e etc, por isso tive que ir atrás de cursos online para me aprimorar, isso faz com que a gente erre muito e demore muito mais pra ter resultados. Pra dominar mais espaços é questão de tempo, estamos cada vez mais nos empoderando e dividindo conhecimento.

Kawis: Completa a nossa frase de campanha? Eu tenho Um Sonho….

MF: Eu tenho um sonho que cada vez mais mulheres ocupem os mesmos cargos e espaços que eram predominantemente masculinos e que toda uma sociedade mude e se beneficie com isso.

Kawis: Para finalizar, você pode deixar uma dica para as mulheres que querem empreender?

MF: Acredite mais em seu potencial, ser empreendedora é uma trabalho de resiliência continua, todo dia vai ter motivo pra você desistir e para você continuar. É aí que está toda a diferença, em que lado você quer ficar?

Conheça mais do trabalho da Michelle Fernandes:

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Escrito por: Vanessa Fontes

ANA MARIA BRUM: A DESTRUIDORA DE REDOMAS

Esse mês estamos resgatando os sonhos de mulheres, sonhos que não devem ser deixados nunca de lado. Sonhos que devem ser exaltados e retirados do papel. E essa história que você está prestes a ler, fala sobre uma mulher forte, que encara a vida de frente, uma mulher cheia de sonhos e objetivos assim como eu e você.

É uma falácia dizer que é fácil ser empreendedora, são duplas jornadas, mercado competitivo e muitas vezes é necessário lidar com investidores que colocam em cheque a sua capacidade. Porém, com todos os obstáculos, esse pode ser um caminho enriquecedor.

Alguns dos passos mais importante na trajetória do empreendedorismo é entender quem você é, o que você quer e onde pretende chegar, reconhecer a si mesma, falar todos os dias que você é capaz, traçar um linha do seu futuro, encontrar nas curvas da sua história algo que te faz sentir realizada e ver nesse algo uma oportunidade – essa oportunidade é um pedaço do que você é, que será doada para outras pessoas que necessitam desse serviço e que o julgam, por algum motivo, importante.

Foi assim que a nossa protagonista Ana Maria Brum, designer, modelo plus size e fundadora da Brum Curvy, começou a tirar seus sonhos do papel: doando um pouco da sua história e de quem ela é para outras pessoas.

É sempre importante lembrar: dois dos segredos mágicos para o negócio é força de vontade e paixão pelo que se faz.

Quando Brum foi convidada pela segunda vez para se agenciar como modelo plus size, ela viu a oportunidade como um sinal e uma mensagem. Começou a trabalhar como modelo e no dia a dia percebeu a dificuldade que provavelmente muitas mulheres também enfrentavam.
“Conhecendo o mercado e vendo como as coisas funcionavam eu resolvi criar uma marca para vender roupas para as mulheres que têm dificuldade de encontrar roupas com pegadas de moda, de qualidade e com referências fashionistas”, diz Ana.

A MODA NÃO DEVE SER UMA REDOMA EXCLUSIVISTA

Ao criar a Brum Curvy, Ana criou mais que uma marca. Criou, no meu ponto de vista, um manifesto que diz: a moda não deve ser uma redoma exclusivista onde alguns têm acesso, mas outras pessoas se veem sem opções.

Brum reconheceu sua trajetória e ao olhar para o mercado viu nele uma grande lacuna, um espaço que precisa ser preenchido com qualidade. Se aventurar no mundo do empreendedorismo, segundo ela, não foi fácil, mas com a bagagem que já tinha no mundo da moda, dos negócio e publicidade, a Brum Curvy tomou formas, curvas e um rumo.
“Começar um negócio próprio sem um capital inicial relevante é muito difícil. Eu comecei comprando algumas peças e apresentando e vendendo para alguns conhecidos. Quando percebi que o negócio estava se tornando requisitado, criei um site e usei meu know-how como designer gráfico para trabalhar as mídias sociais, além de participar de eventos e buscar parcerias” -Ana Maria Brum

DUAS PERGUNTAS PARA BRUM

Kawis: Ana, você pode deixar uma dica para as mulheres que desejam empreender?

Ana Maria Brum: Olha, não é fácil. Não é fácil para ninguém, mas nunca desista. As pessoas que chegaram em algum lugar foram as pessoas que persistiram. Se você tem um sonho, se você acredita no seu potencial e se você trabalha duro para isso acontecer, você vai ser enxergado.

Outra dica é nunca deixar de falar com pessoas que entendem de assuntos que podem te ajudar de alguma forma dentro do seu empreendimento. Se a sua dificuldade é lidar com o computador, pergunte para alguém que entende disso, se você tem dúvida jurídica pergunte para uma advogado. Ninguém é obrigado a saber de tudo, aliás tenha dúvidas sobre alguém que saiba tudo, mas não tenha vergonha de pedir ajuda ou de delegar algo para alguém que possa te ajudar.

Kawis: Para finalizar, a pergunta que não se deve calar: Qual o seu sonho?

Ana Maria Brum: #EuTenhoUmSonho que todo mundo tenha mais espaço para fazer a sua marca crescer. Eu tenho um sonho de que as mulheres consigam se sentir mais a vontade com os próprios corpos sem depender de nenhuma pressão estética e possam se vestir em paz: uma regata no calor, um biquíni na praia ou uma roupa que a revista diz nós não podemos vestir, seja por sermos baixinhas demais ou por ser gordinhas demais. Tenho um sonho que as pessoas consigam enxergar os seus estilos e trabalhar essa autoestima.

Escrito por: Vanessa Fontes