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O negócio de Michelle Fernandes, fundadora da Boutique de Krioula, nasceu como uma oportunidade em meio às dificuldades. A Dona Krioula, como é conhecida a nossa protagonista da história de hoje, tinha acabado de se desligar do seu antigo emprego em um escritório de arquitetura e resolveu empreender:
“Como eu usava turbantes com frequência e as pessoas ao meu redor sempre me perguntavam daquele acessório, eu vi ali uma oportunidade de negócio, no começo pensei em trabalhar com a BK apenas enquanto estivesse desempregada, mas em 3 meses crescemos ao ponto de meu esposo ter que largar o emprego pra vir trabalhar em tempo integral dentro da empresa.”-Michelle Fernandes

A Boutique de Krioulas tem 6 anos de vida e começou com um investimento de apenas R$150 e muita ralação. A nossa criadora de oportunidades conta que no começo para divulgar a empresa ela ia, junto com o seu esposo e sócio, com os turbantes para eventos, abordando pessoa por pessoa que tinha a ver com o perfil da marca. No começo do negócio e com passagem só de ida, Michelle embarcou pela primeira vez sozinha para divulgar a BK. O destino? 3 eventos em um único fim de semana no Rio de Janeiro. Esse era só o começo do sucesso.

No ano passado, Michelle foi contemplada pelo prêmio Mulheres Seguras, da Liberty Seguros e pelo Empreende Aí, (com a sua empresa Boutique de Krioula) como uma das empresas mais promissoras para 2018.

MÃE, MULHER NEGRA E EMPREENDEDORA:

UM PAPO COM A DONA KRIOULA

Kawis: Na sua opinião, qual o maior desafio das mulheres no mundo dos negócios hoje em dia?

MF: Nosso maior desafio é ter as mesmas oportunidades que os homens, acesso a crédito e que as pessoas dêem credibilidade aos nossos negócios. Nós mulheres empreendemos a gerações, quem não tem na família uma avó que fazia docinho pra fora ou uma tia que sustentava a família inteira fazendo algum trabalho informal, com o tempo estamos nos empoderando, acreditando em nosso potencial e esse cenário empreendedor está mudando.

Kawis: Você já se sentiu em desvantagem por ser uma mulher?

MF: Sim, por ser mulher, por ser negra, por empreender com produtos segmentados. Um caso que me marcou bastante, em uma feira do setor, um rapaz queria que eu tirasse foto em um determinado stand para poder provar ao meu chefe que eu estava em uma feira de empreendedorismo. Lamentável! Apresentei meu cartão e disse que era minha própria chefe, ele pediu desculpas e disse que não imaginava, pq? Por eu ser mulher, Por ser negra? Fica no ar a pergunta.

Kawis: Na sua opinião, porque as mulheres empreendem?

MF: Como no meu caso, as mulheres empreendem por necessidade, para poder ficar mais com os filhos e provar a si mesma que pode além daquilo que está designado pra ela.

Kawis: E o que falta para dominarmos cada vez mais espaços?

MF: O que falta pra gente em primeiro lugar, eu acredito que é conhecimento. Tive muita dificuldade no começo com questões básicas, como fluxo de caixa, marketing digital e etc, por isso tive que ir atrás de cursos online para me aprimorar, isso faz com que a gente erre muito e demore muito mais pra ter resultados. Pra dominar mais espaços é questão de tempo, estamos cada vez mais nos empoderando e dividindo conhecimento.

Kawis: Completa a nossa frase de campanha? Eu tenho Um Sonho….

MF: Eu tenho um sonho que cada vez mais mulheres ocupem os mesmos cargos e espaços que eram predominantemente masculinos e que toda uma sociedade mude e se beneficie com isso.

Kawis: Para finalizar, você pode deixar uma dica para as mulheres que querem empreender?

MF: Acredite mais em seu potencial, ser empreendedora é uma trabalho de resiliência continua, todo dia vai ter motivo pra você desistir e para você continuar. É aí que está toda a diferença, em que lado você quer ficar?

Conheça mais do trabalho da Michelle Fernandes:

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Escrito por: Vanessa Fontes