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Segundo pesquisa do SEBRAE, nos últimos anos mais de 11 milhões de empresas foram criadas e é claro que esse dado está diretamente ligado a crise que se instalou no país, trazendo demissões em massa e fazendo com que uma grande parcela da população ficasse sem renda para gerir sua casa e vida financeira. Porém, o empreendedorismo não está apenas ligado ao desemprego. Analisando o comportamento da sociedade na última década é possível observar que cada vez mais as pessoas procuram liberdade, autonomia e praticidade no dia a dia, sendo assim, novas empresas são criadas, bem como novas filosofias e formas de negócios.

Agora falando sobre o empreendedor, esse verdadeiro herói do cotidiano, será que ele é apenas um dos donos dessas 11 milhões de empresas abertas? Quem é de fato empreendedor?

Segundo a empreendedora Amanda Lima, fundadora da Kawis uma consultoria especializada principalmente em SELF STORAGE e gestão de micro e pequenas empresas, “o empreendedorismo está mais ligado a uma forma de resolver problemas. É trazer para si a responsabilidade de resolver problemas seus ou dos outros”. Nesse caso, não apenas pessoas com empresas abertas são empreendedoras.

É preciso tirar o cabresto do olhar para pensar em empreendedorismo, o empreendedor não é apenas aquele que tem uma empresa com faturamento alto, ou aquele que tem empresa aberta com mais de 10 funcionários. O empreendedor é a senhora que vende café da manhã em frente as estações de trem, a moça que é manicure e atende à domicílio, o rapaz que é pintor e sempre chama os amigos da vizinhança para trabalhar com ele… Eu sou empreendedora e muito provavelmente você que está lendo esse artigo também é.

Agora, o que falta na maioria dessas pessoas, que já são empreendedores, para alavancarem seus negócios? “Conhecimento, planejamento e se sentir empreendedor, pois se você não se sente empresário, não sente a necessidade de se adequar, de buscar conhecimento e alternativas inteligentes para alavancar o seu negócio e ser competitivo em um mercado tão acirrado, infelizmente você ficará estagnado e muito provavelmente fazer parte da estatística assustadora de que a maioria das empresas fecham em até 5 anos”, diz Amanda.

A partir do momento que você se enxerga como uma pessoa que é empreendedora, tem total conhecimento sobre o seu negócio e tem um potencial competitivo, não importa se você teve uma ideia revolucionária ou se tinha um negócio pequenino, a necessidade de crescer e se estruturar é imprescindível e só restam duas alternativas: crescer ou desistir. E crescer, embora seja um caminho árduo, é repleto de experiências enriquecedoras e vai te dar bagagem e vivências inacreditáveis.

De Churrasquinho em Churrasquinho se faz um grande negócio

Em 2010 eu conheci no meu bairro (que faz parte da periferia de São Paulo) a Su, uma senhora com mais ou menos 60 anos que vendia churrasquinho na esquina próximo a estação de trem. O churrasquinho dela era o melhor! Todo mundo que voltava do trabalho a tarde parava para comer um espetinho e conversar com a dona Susu. O pequeno negócio dela era tão bom, mas tão bom, que algum tempo depois ela abriu um bar chamado “Espetinho da Susu”, que hoje está sempre cheio e é um dos principais points do bairro. E eu fico pensando será que a Su, sendo uma mulher com quase 60 anos e vendendo espetinho ao lado da estação já se sentia empreendedora e era vista como empreendedora pelas pessoas que passavam por ela?

Testemunho de uma mulher empreendedora

“Quando iniciei em 2012 eu tinha uma ideia muito romantizada do empreendedorismo, encarei como uma atividade que eu trabalharia menos e teria retorno rápido, não fiz planejamento, fui com a cara e a coragem, escolhi a sócia de forma equivocada, não recomendo isso para ninguém.

Nestes anos todos de Kawis ainda aprendo muita coisa nova e nunca sinto que estou preparada o suficiente, acredito que este seja um dos maiores problemas da mulher, não ter confiança, não se sentir preparada. Está é a maior dificuldade que sinto, além da dificuldade de ser escutada em meios dominados por homens como é o caso do segmento que atuo desde 2008, Self Storage.

Falta de dinheiro foi outro ponto que dificultou muito minha jornada, por isso aprendi a fazer muitas coisas sozinhas, mas tem horas que precisamos de ajuda profissional, não é possível dominar tudo e fazer tudo como precisa. Tem ótimas ferramentas grátis que ajudam muito, mas aí o processo é mais demorado é a chance de desistir é grande, pois eu mesmo pensei em vários momentos, porque quando se está sozinha, fazendo tudo sozinha, às vezes você tenta e não sai do lugar e com ajuda profissional é possível diminuir a distância para o seu sucesso.” – Amanda Lima, empreendedora e fundadora da Kawis.

E para você, o que é ser empreendedor(a)? Deixe aqui nos comentários.

Escrito por: Vanessa Fontes

Redatora publicitária e empreendedora.